Cerveteri

Duração 3 horas.
Fones de ouvido obrigatórios para grupos.
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O itinerário da visita guiada a Cerveteri consta da visita à “Necropoli della Banditaccia” a maior e mais extensa das cidades dos defuntos da Etruria, uma das mais monumentais do mundo antigo. Desde 2004 está incluída no Património Mundial da Unesco.
A antiga cidade de Ceisra – Chaire o Agylla em grego antigo, Caere em latim –foi o primeiro centro comercial marítimo da Etruria. Assim como todas  as cidades do litoral da Etruria, foi construida por motivos de defensa em cima de de um extenso planalto de tufo calcário localizado a cerca de seis quilómetros do mar e possuía três portos: Pyrgi (Santa Severa), Alsium (Palo Laziale) e Punicum (Santa Marinella). Alcançou o auge de seu esplendor no século VII AC., quando, devido à cautelosa exploração dos recursos ambientais e à  atividade comercial intensa no Mediterrâneo, o pequeno círculo das famílias que dominavam a cidade adquiriu poder e riqueza  cada vez maiores. Nesta época de facto se encontram nos túmulos monumentais luxuosos objetos importados e equipamentos ricos.


Visita Guidata Cerveteri


Os Etruscos atribuíam uma enorme importância à vida após a morte, considerada uma extensão da vida terrena, justamente por isso a arquitetura funerária da antiga Ceisra era uma reprodução fiel – interna e externa – dos diferentes tipos de habitação ao longo dos séculos. Devido ao bom estado da cidade dos defuntos da Banditaccia podemos reconstruir e imaginar a vida da cidade e, em geral, de toda a civilização etrusca.
Na sequência de uma ordem cronológica começaremos nossa visita guiada por os testemunhos funerários mais antigos que remontam ao “villanoviano” (séculos IX-VIII AC): o ritual funerário consta principalmente da cremação, os túmulos em poços, as cinzas dos finados são recolhidas em recipientes  cerâmicos e enterradas  junto com os equipamentos funerários.
Depois observaremos como, durante a época “orientalizzante” (séculos VIII-VII AC) a necrópole ganha uma organização urbanística que consta de um túmulo central cercado por túmulos menores, na fase recente deste período, os grandes túmulos são construidos ao longo de uma importante rua sepulcral. Os exemplos mais expressivo deste período são  a ”Tomba della Capanna” o “Tumulo Maroi” e o “Tumulo Mengarelli”.


Cerveteri


Durante o período “arcaico” (séculos VI-IV AC) verificaremos como a cidade dos defuntos se torne um espelho das mudanças da sociedade. São exemplos desta fase a “Tomba dei Vasi Greci”, a “Tomba della Casetta” e a “Tomba della Cornice”. Na parte final do período, nasce uma nova classe social altamente qualificada por nível económico e cultural, e lentamente as estruturas funerárias são organizadas de maneira uniforme por cubos (tombe a dado).
Finalmente notaremos como na época “helenística” (séculos IV-I AC) o declínio da civilização estrusca, devido principalmente ao forte poder emergente de Roma no território,  fique evidente na arquitetura funerária da necrópole: as tombas em salas são realizadas em mais níveis, mesmo por falta de espaço. Resistem porém umas poderosas famílias, entre elas a dos Matuna que nos deixou a maravilhosa “Tomba dei Rilievi”.