GNAM – Museu de Arte Moderna e Contemporânea

Duração 3 horas.
Fones de ouvido obrigatório para grupos.
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O Museu de Arte Moderna e Contemporânea de Roma, conhecido também pelo acrônimo GNAM constitui a maior coleção italiana de arte contemporânea: contem mais de 4000 obras de pintura ou escultura e cerca de 13000 desenhos e gravuras por artistas – na maioria italianos – dos séculos XIX e XX.
A Galeria GNAM, onde acontecerá nossa visita guiada, nasceu no ano 1883 poucos anos depois a constituição do jovem estado unitário da Itália (Roma ficou Capital em 1870) quando surgiu a vontade de um museu dedicado aos artistas contemporâneos vivos ou recém-falecidos. A primeira sede da Galeria foi no Palácio das Exposições na Rua Nacional, logo porém o lugar revelou-se insuficiente para abrigar quadros e esculturas.


Visita Guidata Museo d’Arte Moderna e Contemporanea


Aproveitou-se então a oportunidade da Exposição Universal de Roma no ano 1911 (aniversário dos cinquenta anos da Unidade da Itália) para construir em Valle Giulia o edifício atual como sede final da Galeria. O chamado “Palácio das Belas Artes” foi projetado pelo arquiteto e engenheiro Cesare Bazzani. Em 1933 este edifício também tornou-se insuficiente para acolher todas as obras de arte que, compradas ou doadas, tinham chegado à galeria e o próprio Cesare Bazzani realizou um ampliamento que dobrou o espaço expositivo.
As novas salas porém, não puderam ser utilizadas pela Galeria, devido a uma “Mostra da Revolução Fascista” que, com materiais diversos (cartais, fotos etc.), queria glorificar as conquistas do fascismo.
No ano 1941 (em plena guerra) a jovem Palma Bucarelli se tornou superintendente da Galeria e por meio de um competente trabalho de inovação, abriu o caminho para as mais modernas formas de expressão e experimentação internacionais. Ela dotou a Galeria das mais modernas estruturas quais serviços didáticos, biblioteca, cafeteria, e eventos culturais como presentação de livros, encontros com os artistas e até desfile de moda.
Após a Liberação de Roma (4 de Junho de 1944) a Galeria tornou a funcionar entre muitos problemas. Durante anos foram realizadas mostras para os italianos conhecerem artistas que o regime fascista tinha tentado ocultar. Em 1953 teve uma grande mostra de Picasso, em 1956 de Mondrian, em 1958 de Pollock, em 1959 teve a exposição do “saco” de Burri que causou um escândalo e em 1971 por causa da mostra de Piero Manzoni a Diretora até arriscou ser demitida.
Entre 1978 e 1982 o novo superintende Giorgio de Marchis continuou nas linhas essenciais da Bucarelli em harmonia com a nova situação social e cultural do fim dos anos setenta. A galeria virou um museu dinâmico, em sintonia com os tempos, centro de estudos, produtor de cultura e serviço público, pondo a disposição dos usuários as estruturas didáticas como bibliotecas, salas de reunião, organização de palestras etc. O museu também abriga formas de arte as mais diversas como teatro, música, cinema, dança.
Desde Janeiro de 2002 começaram na rua Guido Reni, onde antes tinham uns quartéis, as obras para a construção do MAXXI Museu Nacional das Artes do século XXI projetado pela arquiteta anglo iraquiana Zaha Hadid, e que constitui a expansão natural da Galeria de Arte Moderna e Contemporânea.